Space Dragon x Mass Effect – Status do Projeto

Olá aventureiros,

conforme dito anteriormente estou em meio à adaptação do Mass Effect pro Space Dragon. Na verdade, uma adaptação voltada pro Space Dragon mas um amálgama do Space com o Old Dragon.

Por isso estou colocando na barra lateral uma Status do projeto que visa deixá-los inteirados sobre o andamento.

Estou com 25% do projeto concluído. Explicando melhor, terminei os atributos, espécies, classes (terminando as tabelas das mesmas) e alguns equipamentos.

Espero que gostem dos pequenos drops que vou postar ao longo da adaptação.

Té mais!!!

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Retomando em grande estilo – Mass Effect pra Space Dragon

Olá RPGistas,

após mais um longo hiato, venho retomar as rédeas deste blog empolgado com a possibilidade de tirar um antigo projeto do papel.

Aproximadamente 1 ano depois que voltei a jogar RPG (uns 3 anos atrás creio eu) esbarrei com o Old Dragon (Fast Play) na internet. Pra mim aquilo foi uma luz no fim do túnel, poderia jogar com regras mais simples afinal, meu tempo é super curto. Animado com a possibilidade, comprei o livro físico e devorei em poucas horas.

Old Dragon

Nesta época eu estava jogando o D&D 3.5 e conheci o Star Wars Saga Edition (SWSE D20). Li o livro básico e comecei uma campanha onde pude viajar através da galáxia distante.

Porém, um certo dia, um novo universo se abriu à minha frente quando comecei a jogar Mass Effect no Xbox. Fiquei maravilhado com as possibilidades daquele cenário e decidi que iria adaptá-lo pro SWSE. Mas novamente minha falta de tempo me impediu. Resolvi então procurar alguma adaptação pro D20, e encontrei várias inacabadas e o projeto ficou de lado.

Pouquíssimo tempo depois surgiu a versão pocket do Space Dragon. Pirei na hora e pensei: preciso desse livro!  Com a chegada do Fast Play do Space Dragon tirei da gaveta o projeto de adaptar Mass Effect e hoje estou com o Space Dragon definitivo em mãos realizando este projeto.
Space Dragon
Então, com este post, inicio as postagens da minha conversão do Universo de Mass Effect, pra ser jogada com regras adaptadas tanto do Space Dragon quanto do Old Dragon.
Espero que gostem e consigam jogar Mass Effect nesta versão para rpg de mesa e, quem sabe, façam o final que gostariam pra essa saga fenomenal.
Diversas fontes estão sendo utilizadas para a confecção desta adaptação. Encontrei na internet vários materiais de Mass Effect para D20 em Inglês e estou usando também o excelente Mass Effect Saga do pessoal do Holocast (encabeçado pelo DM Rafael) do site Vozes da Terceira Terra. O material do Holoblog usa como base o Star Wars Saga Edition e é bem completo vale a pena a olhada.

Retorno do Velho de Guerra e Novidades

Olá amigos rpgistas,

após algum tempo ausente destes campos de batalha, este veterano retorna com algumas novidades.

1) Consegui um grupo de RPG virtual e  há mais de um ano estamos jogando uma campanha usando várias ferramentas (Fantasy Grounds, Maptools…). O grupo é centrado em D&D, sistema que sempre achei ruim por só ter conhecido o 1.0 da caixa preta com o dragão vermelho na capa. Mas após jogar com esse povo aprendi a curtir.

O grupo chama-se Bardos Online e estamos tentando agitar a comunidade rpgistica. (Interessados procurem por Bardos Online no google que vocês irão encontrar o Grupo no Yahoo…). Até eu já estou me aventurando a mestrar online. O que me leva à segunda novidade…

2) Estou com uma campanha  de Star Wars Saga Edition rolando neste momento. Sempre curti muito o cenário de Star Wars, mas confesso que só conhecia o básico (filmes e desenhos). Tenho me maravilhado muito com o universo expandido. É tanta informação oficial ou não que a gente fica até meio perdido. Minha campanha se passa nos Dark Times (período entre o III e o IV). Começando um pouco antes do período coberto no game The Force Unleashed.

Quanto ao sistema, apesar de muitos não curtirem, achei fluido e muito semelhante ao D&D apesar de achar os Jedis bombados demais… Mas como sou mestre iniciante em SWSE prefiro não entrar muito nesse mérito.

Bom… voltarei brevemente com mais novidades…

O Inicio do Fim?!

Yuran chegou à pequena Theltion após seis meses viajando pela rota dos mercadores. Era sua segunda viagem fazendo entregas desde sua decisão em se tornar mercador. Com suas economias comprou um cavalo, uma pequena charrete e vários artigos desde temperos até poções, para que pudesse vender ou trocar em todo o reinado. Sua mãe tentara demovê-lo daquela idéia, dizendo o quão perigosos eram os caminhos com ladrões e bandoleiros, ainda mais agora que a guerra havia alcançado o interior da grande muralha. Mas ele era obstinado e queria mudar de vida, estava cansado de ser um pastor de ovelhas.
 
Como era noite e estava muito cansado, procurou a primeira estalagem onde pudesse descansar e tirar toda aquela sujeira que se acumulara. Foi para o quarto, banhou-se e, como não conseguia dormir, resolveu descer para o bar e beber um pouco. Duas canecas de Hidromel sempre traziam o sono.
 

imagem de Claudio Pozas

Procurou uma mesa num canto, mas perto o suficiente dos outros clientes onde ele pudesse escutar o bate-papo e talvez alguma notícia sobre a guerra. Ele estava mais tranquilo agora que a batalha havia ficado para trás. Chegar a Theltion após  quase morrer em um ataque de goblins no lado humano da grande muralha, provavelmente fugidos de alguma batalha no norte, fez com que ele se sentisse mais calmo.
 
Pediu uma caneca ao estalajadeiro e foi bebericando e olhando discretamente ao redor tentando procurar alguma conversa que valesse a pena. Um grupo de aldeões conversava sobre o velho Borak, cuja colheita havia sido perdida na última tempestade.
Outro grupo, que parecia ser de viajantes, conversava sobre a estranha cratera que encontraram na estrada ao sul. Toda a vegetação havia desaparecido em uma grande área sem sinal aparente. Não se via vida em lugar algum. Conversavam tambémsobre os estranhos relatos de criaturas infernais que aterrorizavam a população da cidade vizinha, Kambe.
Yuran interessou-se pelo fato e voltou toda sua atenção para o grupo, tentando ouvir mais. Porém uns rapazes de uma mesa vizinha começaram a cantar e a fazer barulho, impedindo-o de escutar a conversa.
Terminou de beber a primeira bebida e logo pediu a segunda. Como aquela cantoria não lhe permitia ouvir mais nada, percorreu o salão com os olhos absorto em seus pensamentos. Lembrou-se do ataque sofrido durante sua passagem pelas planícies brancas, e de como tinha sido burro ao afastar-se da estrada para passar perto do templo abandonado, que pensou tratar-se de um excelente refúgio. Os goblinóides haviam pensado a mesma coisa e quase o pegaram desprevenido, não fosse pelo calafrio que percorreu sua espinha. Yuran se perguntava se havia sido sorte ou a intervenção de alguma divindade que o tirou daquela enrascada.
 
Mal terminara a segunda caneca, e o sono veio, pesado como um ogro. Preparou-se para levantar, mas parou com o silêncio que se instalou no salão. Ele estava tão cansado que não havia notado o rapaz sujo de sangue que acabara de entrar. Todas as pessoas no bar olhavam sem entender o que havia acontecido com o jovem quase morto. O olhar sem vida do rapaz assustava Yuran. Quando a boca do rapaz se mexeu deixando escapar sua voz quase sussurrada dizendo repetidas vezes que “eles” haviam matado todo mundo, um novo calafrio percorreu a espinha do jovem mercador. Logo ele lembrou-se da sensação antes do ataque dos goblins.
 
Yuran sabia que aquilo só poderia significar uma coisa: encrenca! Mas ele nem teve tempo de esboçar qualquer reação, a parede ao seu lado veio abaixo soterrando-o… 
 
 
 
 
Yuran acordou com o sol batendo em seu rosto. Ao seu redor só se viam escombros e restos ensanguentados dos que estavam na taverna. Apavorado, tentou se mexer mas viu que estava coberto por escombros da cintura para baixo. A dor em suas pernas era grande mas ele sentiu que não havia nada quebrado. Com um grande esforço, conseguiu se arrastar para fora de sua prisão e olhar o cenário devastado. Nunca em sua vida ele havia visto nada tão sinistro, nem mesmo quando passou perto dos campos de batalha.
A cidade encontrava-se completamente destruída, pedaços de corpos estavam por todos os lados com marcas de mordida, um fedor horroroso tomou conta do local e um silêncio sepulcral pairava.
 
Sem entender ou lembrar o que tinha acontecido, só uma única certeza vinha à mente do rapaz. Ele tinha que sair dali, e rápido. Ele precisava avisar as forças humanas de que uma grande e nova ameaça pairava sobre eles.

O pesadelo havia realmente começado!!!!

Fantasy Grounds II – Em busca de um grupo de jogo.

Boa noite amigos rpgistas,

Como já comentei em outro post, estou há muito tempo sem jogar RPG, e a vontade já é enorme. Já tentei contactar meu antigo grupo, mas todos estão distantes, alguns devido a mudanças recentes não possuem nem mesmo internet em casa. Formar um novo grupo em minha cidade está bastante difícil , pois a vida adulta nos deixa muito pouco tempo livre e é quase impossível conciliar horários e locais de encontro.

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Tendo em vista estes problemas, decidi partir para o mundo virtual. Estou em busca de um grupo de jogo para Fantasy Grounds II. Não pretendo mestrar ainda, pois não conheço a ferramenta a fundo. Horários para as sessões podem ser discutidos. Quem quiser fazer contato me adicione no MSN (marcelofreire1979@hotmail.com).

e RPG na veia!!!

Ser ou não ser… Personagem com História vs. Personagem “Vazio”

Boa noite amigos rpgistas,

hoje tive um acalorado debate com um colega rpgista através do iRPG chat. (Confesso que nunca fui fã dos programas de mesa virtual, mas devido a dificuldade de horário e para encontrar rpgistas aqui na minha cidade, tive que me render a tais softwares) Começamos conversando sobre os personagens que criamos para o jogo, e fazendo observações sobre as características de cada ficha. Foi uma conversa inicialmente acanhada pois havia menos de 24 horas que tinhamos nos conhecido, fazendo personagens.

rpg-ancient-paper

Em determinado momento, pedi que ele analisasse meu personagem pois seria a última chance de fazer qualquer modificação antes da sessão de jogo. Após alguns minutos, ele trouxe algumas sugestões. Umas concordei e outras não. Ao argumentar o porque da sugestão das mudanças que não gostei, a resposta foi simples: “Porque vamos precisar disso no jogo.”

Foi neste momento que o debate começou. Tendo em vista que sou RPGista há mais de 19 anos e aprendi a jogar interpretando meu personagem baseado no histórico criado para ele (óbvio que não me prendo a isto, pois acredito que o personagem está sempre em desenvolvimento, mudando) sem pegar perícias, habilidades, características que não fossem condizentes com meu “background”, não pude fazer outra coisa além de discordar.

planning

Quando o rapaz me disse que gostava de fazer personagens para ganhar, tive certeza… esse gosta de personagens “overpower”. Coloquei minha opinião sobre a importância do histórico e ele respondeu que o histórico era a última coisa que fazia. Perguntei então quando ele tinha começado a jogar RPG. Não que isso tenha relevância, pois estilo de jogo não depende de idade, mas em minha experiência encontrei mais jogadores novatos com essas características do que veteranos. Sua resposta foi: “Uns 4 ou 5 anos.” Daí pude entender suas respostas e seu estilo de jogo.

RPG de Mesa

Conversando mais um pouco, e não conseguindo fazer com que ele entendesse meu ponto de vista (a intenção não era fazê-lo concordar somente perceber que podem existir opiniões diferentes das dele), percebi que ele tinha pouquíssima experiência com RPG de mesa. Sua maior vivência como RPGista foi nas mesas virtuais. Terminamos a conversa com minha intenção de criar uma sala no iRPG para que eu pudesse “mestrar” e dar a ele a chance de criar um personagem com história.

Sei que existem diversos estilos de jogo (hack & slash,  interpretativo…) e não quero criticar nenhum deles. Mas penso que o principal objetivo e significado de “Role Playing Game” ou Jogo de Interpretação de Papéis, seja o de interpretar um personagem. Qualquer personagem possui uma descrição, seja em livros, revistas, filmes, seriados e, até mesmo, novelas. Descrição não só física, mas também um histórico, um conjunto particular de características que definem quem ele é. Não é porque ele tem uma história que não pode mudar ou se adaptar. É por isso que existem os pontos de experiência, para que o personagem possa evoluir. Você pode muito bem fazer o pilhar e matar, mas construindo um personagem digno de representação com uma história que mostre quem ele é e porque se tornou assim.

Não sei se este dicurso é baseado em meu gosto pelo “roleplay” (não, não jogo live action – nada contra, mas não é minha praia) mas acredito nisto. O RPG não é definido por um conjunto de regras, mas sim pela diversão que ele pode proporcionar. Minha intenção aqui é ampliar um pouco o universo e repassar essa discussão aos colegas jogadores.

Opinem!!! E RPG na veia!!!

RPGistas e “A FORÇA”

RPGBoa noite rpgistas,

Para quem não sabe sou dentista e rpgista, mas estou afastado das sessões há mais de 5 anos. Hoje resolvi escrever sobre uma situação engraçada ocorrida em meu consultório. Estava atendendo pela primeira vez um paciente, e conversávamos enquanto eu fazia perguntas sobre história clínica e fazia a anamnese,  quando de repente tive uma sensação (para não dizer certeza) de que o mesmo era rpgista. Na mesma hora lembrei-me de um post que li em um blog (perdão ao autor mas não lembro onde li) que dizia que um rpgista sempre sabe quem também é, como a “força” com os jedis. (Não, o paciente não era o estereótipo do nerd e não comentara nada sobre o assunto).

Ri mentalmente, e após alguma exitação em perguntar se ele era jogador, tomei coragem e questionei. Para minha surpresa, a afirmação daquele post foi confirmada. O CARA JOGAVA RPG.  “Fui durante muito tempo mestre de Vampire!” ele disse. “Mas como você adivinhou?!”

Contei sobre o post do blog e sobre ser como os Jedis e a Força. Após algumas risadas, ficamos mais um bom tempo conversando sobre antigas sessões, episódios engraçados (em Shadowrun, enquanto fugíamos de um território para o outro, acabamos com um campo minado fazendo um feitiço de sono em dragão que vinha nos atacar voando sobre o campo – lembra Vinicius?!), sobre o estigma que o rpgista carrega (“é coisa do demônio”, “quem joga essa coisa pode ficar maluco ou assassinar alguém” e outras baboseiras).

Em suma: RPGISTA RECONHECE RPGISTA!

Vocês concordam?!