Fantasy Grounds II – Em busca de um grupo de jogo.

Boa noite amigos rpgistas,

Como já comentei em outro post, estou há muito tempo sem jogar RPG, e a vontade já é enorme. Já tentei contactar meu antigo grupo, mas todos estão distantes, alguns devido a mudanças recentes não possuem nem mesmo internet em casa. Formar um novo grupo em minha cidade está bastante difícil , pois a vida adulta nos deixa muito pouco tempo livre e é quase impossível conciliar horários e locais de encontro.

400px-Fantasy_Grounds_01

Tendo em vista estes problemas, decidi partir para o mundo virtual. Estou em busca de um grupo de jogo para Fantasy Grounds II. Não pretendo mestrar ainda, pois não conheço a ferramenta a fundo. Horários para as sessões podem ser discutidos. Quem quiser fazer contato me adicione no MSN (marcelofreire1979@hotmail.com).

e RPG na veia!!!

Anúncios

Ser ou não ser… Personagem com História vs. Personagem “Vazio”

Boa noite amigos rpgistas,

hoje tive um acalorado debate com um colega rpgista através do iRPG chat. (Confesso que nunca fui fã dos programas de mesa virtual, mas devido a dificuldade de horário e para encontrar rpgistas aqui na minha cidade, tive que me render a tais softwares) Começamos conversando sobre os personagens que criamos para o jogo, e fazendo observações sobre as características de cada ficha. Foi uma conversa inicialmente acanhada pois havia menos de 24 horas que tinhamos nos conhecido, fazendo personagens.

rpg-ancient-paper

Em determinado momento, pedi que ele analisasse meu personagem pois seria a última chance de fazer qualquer modificação antes da sessão de jogo. Após alguns minutos, ele trouxe algumas sugestões. Umas concordei e outras não. Ao argumentar o porque da sugestão das mudanças que não gostei, a resposta foi simples: “Porque vamos precisar disso no jogo.”

Foi neste momento que o debate começou. Tendo em vista que sou RPGista há mais de 19 anos e aprendi a jogar interpretando meu personagem baseado no histórico criado para ele (óbvio que não me prendo a isto, pois acredito que o personagem está sempre em desenvolvimento, mudando) sem pegar perícias, habilidades, características que não fossem condizentes com meu “background”, não pude fazer outra coisa além de discordar.

planning

Quando o rapaz me disse que gostava de fazer personagens para ganhar, tive certeza… esse gosta de personagens “overpower”. Coloquei minha opinião sobre a importância do histórico e ele respondeu que o histórico era a última coisa que fazia. Perguntei então quando ele tinha começado a jogar RPG. Não que isso tenha relevância, pois estilo de jogo não depende de idade, mas em minha experiência encontrei mais jogadores novatos com essas características do que veteranos. Sua resposta foi: “Uns 4 ou 5 anos.” Daí pude entender suas respostas e seu estilo de jogo.

RPG de Mesa

Conversando mais um pouco, e não conseguindo fazer com que ele entendesse meu ponto de vista (a intenção não era fazê-lo concordar somente perceber que podem existir opiniões diferentes das dele), percebi que ele tinha pouquíssima experiência com RPG de mesa. Sua maior vivência como RPGista foi nas mesas virtuais. Terminamos a conversa com minha intenção de criar uma sala no iRPG para que eu pudesse “mestrar” e dar a ele a chance de criar um personagem com história.

Sei que existem diversos estilos de jogo (hack & slash,  interpretativo…) e não quero criticar nenhum deles. Mas penso que o principal objetivo e significado de “Role Playing Game” ou Jogo de Interpretação de Papéis, seja o de interpretar um personagem. Qualquer personagem possui uma descrição, seja em livros, revistas, filmes, seriados e, até mesmo, novelas. Descrição não só física, mas também um histórico, um conjunto particular de características que definem quem ele é. Não é porque ele tem uma história que não pode mudar ou se adaptar. É por isso que existem os pontos de experiência, para que o personagem possa evoluir. Você pode muito bem fazer o pilhar e matar, mas construindo um personagem digno de representação com uma história que mostre quem ele é e porque se tornou assim.

Não sei se este dicurso é baseado em meu gosto pelo “roleplay” (não, não jogo live action – nada contra, mas não é minha praia) mas acredito nisto. O RPG não é definido por um conjunto de regras, mas sim pela diversão que ele pode proporcionar. Minha intenção aqui é ampliar um pouco o universo e repassar essa discussão aos colegas jogadores.

Opinem!!! E RPG na veia!!!

RPGistas e “A FORÇA”

RPGBoa noite rpgistas,

Para quem não sabe sou dentista e rpgista, mas estou afastado das sessões há mais de 5 anos. Hoje resolvi escrever sobre uma situação engraçada ocorrida em meu consultório. Estava atendendo pela primeira vez um paciente, e conversávamos enquanto eu fazia perguntas sobre história clínica e fazia a anamnese,  quando de repente tive uma sensação (para não dizer certeza) de que o mesmo era rpgista. Na mesma hora lembrei-me de um post que li em um blog (perdão ao autor mas não lembro onde li) que dizia que um rpgista sempre sabe quem também é, como a “força” com os jedis. (Não, o paciente não era o estereótipo do nerd e não comentara nada sobre o assunto).

Ri mentalmente, e após alguma exitação em perguntar se ele era jogador, tomei coragem e questionei. Para minha surpresa, a afirmação daquele post foi confirmada. O CARA JOGAVA RPG.  “Fui durante muito tempo mestre de Vampire!” ele disse. “Mas como você adivinhou?!”

Contei sobre o post do blog e sobre ser como os Jedis e a Força. Após algumas risadas, ficamos mais um bom tempo conversando sobre antigas sessões, episódios engraçados (em Shadowrun, enquanto fugíamos de um território para o outro, acabamos com um campo minado fazendo um feitiço de sono em dragão que vinha nos atacar voando sobre o campo – lembra Vinicius?!), sobre o estigma que o rpgista carrega (“é coisa do demônio”, “quem joga essa coisa pode ficar maluco ou assassinar alguém” e outras baboseiras).

Em suma: RPGISTA RECONHECE RPGISTA!

Vocês concordam?!