Filed under: Sem categoria
Se você não consegue jogar RPG presencial por falta de jogadores em sua cidade, falta de horário ou sei lá por que e usa uma das ótimas ferramentas para se jogar online como Taulukko, RRPG Firecast e RPG2ic mas sente falta da mesa de jogo e dos mapas com as miniaturas, uma boa solução é usar o Googledocs (sei que o RRPG Firecast tem o Scene, mas acho ele muito ruim de montar e de visualizar, e o Scene 2 está a caminho e se fizer o que promete deixará o RRPG no topo dos programas nacionais – em minha humilde opinião).
Segue um videotutorial que fiz de forma bem simples ensinando a usar o Googledocs. É bem no estilo “for Dummies”, mas creio que vai dar uma luz pra quem ainda não joga desse jeito.
Ele permite que você use a opção de imagem como um mapa/grid de combate com tokens e tudo mais e o melhor, sem comer banda de internet.
É uma ótima e simples opção para quem não pode comprar as ferramentas pagas (Fantasy Grounds e Battlegrounds, dentre outras) ou para quem não entende ou não quer usar ferramentas gratuitas porém mais complicadas (Maptool – do RPTools). Todas estas tem mapas de combate além de outras ótimas opções, mas exigem uma boa conexão de internet para que o jogo flua sem lags.
Espero que gostem e muito RPG pra todos.
Filed under: Sem categoria
Olá rpgistas
neste post irei falar sobre o interessante RPG indie “The Shotgun Diaries” baseado no Apocalipse Zumbi. É um relato meio resenha, meio reporte de sessão. Optei por fazer desta maneira porque daí mato dois coelhos com uma paulada só.

1. A Sessão One-shot – “Terror em Amarantins” (O Sistema)
Optei por uma sessão one-shot pois, por se tratar de um sistema simples baseado em D6 com pouquíssimas jogadas de dado, é ótimo para esse tipo de sessão ou para quando algum jogador falta e o grupo não quer ficar sem jogo. O sistema funciona 70% em narrativa 30% em rolagens e pode-se criar um personagem em menos de 5 minutos.
A premissa do jogo foi o clichê básico dos filmes de zumbi, uma contaminação por um vírus/agente químico provocada pela queda de um aparato militar que continha uma amostra do agente na fictícia cidade de Amarantins MG. O jogo já começou com a cidade de pernas pro ar e muitos, mas muitos zumbis, para que pudessemos testar o fator “correria”.
2. Personagens ou Sobreviventes
O sistema nos traz 6 tipos de personagem: o engenhoso, o perigoso, o rápido, o sorrateiro, o forte e o indefeso. Cada tipo de sobrevivente possui uma quantidade de “x” de dados que o jogador rola em situações específicas ao tipo de personagem. Cada jogador gerou seu personagem em questão de minutos.
3. A Correria – Mecânica de jogo
O sistema pode confundir um pouco os rpgistas já habituados com sistemas mais complexos em virtude de sua simplicidade, afinal não se rola dados durante boa parte do jogo e quando são rolados, é pra verificar o sucesso em rolagens específicas. Por exemplo: o sobrevivente Forte precisa empurrar um carro que está bloqueando a passagem do grupo – ele rola 4d6 e precisa de pelo menos um 6 em qualquer um dos dados.
Tá mas e os zumbis?! O livro assume que o tempo todo eles estão sendo mortos pelos jogadores. Empurrou o carro?! Tá matando zumbis. Subiu numa escada de incêndio?! Tá matando zumbis.

Tanto ficou um pouco confuso que um dos jogadores do grupo perguntava diversas vezes se tinha conseguido acertar os zumbis, mas nada que atrapalhasse o andamento do jogo.
Vantagem: o jogo fica dinâmico porque tem menos paradas pra verificar sucessos. Se não existem zumbis na cena, não há necessidade de se rolar dados. Apareceu algum zumbi?! Rolou o dado, matou.
Desvantagem: não se rola dado se não é sua habilidade específica. Ou seja se você é o sobrevivente rápido e precisa levantar um portão pesado pra fugir dos zumbis, não há dados para rolar.
Ah… mas é simples assim? Não. O jogo tem alguns extras como: Bônus por grupo coeso, Bônus por ferramentas, Suprimentos, Refúgio, Relógio Zumbi, Fator Medo.
Bônus de grupo: se você está em grupo ganha um número de dados bônus relativo ao número de pessoas com você. No jogo um dos jogadores (o sobrevivente perigoso) acabou separando-se do grupo devido a um ataque de Medo e viu-se sozinho e sem os bônus trancado na delegacia de polícia.
Bônus por ferramentas: diferentemente do bonus de grupo, o tipo de ferramenta que você está portando lhe dá bônus pra ser somado ao resultado e não dados extras. Ferramentas podem ser: pedras, paus, facões, pistolas.
Suprimentos: é um reservatório de dados. No começo do jogo os jogadores rolam 4D6 cada e cada sucesso gera um dado extra no reservatório. Representa alimento, munição, ataduras e outros itens necessários para sobreviver. Esses dados do reservatório podem ser usados como dados bônus em rolagens mas são queimados após o uso, ou seja a cada uso menos suprimentos pro grupo. Para repor o reservatório deve-se encontrar um refúgio.
Refúgio: para encontrar um refúgio os sobreviventes rolam seus 4D6 e devem tirar uma quantia de “6″ maior que o número de personagens do grupo. Esta quantidade de sucessos também determina o nível de segurança do refúgio e completam o reservatório de suprimentos. Na sessão, os jogadores estavam no meio da rua cercados por zumbis e acabaram entrando em um prédio onde acabaram abrigando-se no apartamento de um senhor meio maluco que passou anos esperando o apocalipse zumbi.
Relógio Zumbi: representa o inevitável ataque dos zumbis. Cada 10 minutos de jogo em tempo real representa: um dia de jogo, o relógio zumbi aumenta em 1 dado e o reservatório de suprimentos diminui em 1. Ele representa a passagem de tempo e apressa as decisões do grupo. Assim que o valor relógio zumbi ultrapassar o nível de segurança do refúgio, os zumbis encontram uma brecha na segurança e se arrastam pra dentro do local atacando os sobreviventes. O relógio também pode ser usado pelo mestre para gerar complicações. O mestre gasta um ponto do relógio e cria algum empecilho (por exemplo o carro não dá a partida ou a única porta por onde se pode fugir emperra).
Fator Medo: todo jogador começa com 1d6 em Medo (doa 4d6 1 é relativo ao medo) que pode aumentar no decorrer do jogo (algumas situações disparam o medo – ex: ver um sobrevivente ser comido por um zumbi). Se na rolagem o jogador tirar um 6 no dado de Medo, o personagem usa sua ação para se esconder, fugir ou se salvar sem se preocupar com o resto do grupo. Durante o jogo o grupo deparou-se com um bando de zumbis atacando o delegado, que deixou uma sacola cheia de armas cair. Ao tentar pegá-la, o sobrevivente perigoso rolou um 6 no dado de Medo. Ele correu, pegou a sacola e fugiu, trancando-se sozinho dentro da delegacia com as armas e deixando seus amigos pra fora.
Diário: o jogador pode escrever um diário. Cada entrada no diário deve ser sobre uma sessão de jogo, remove um ponto de Medo e concede ao jogador dois pequenos benefícios. Se o jogador escrever no diário que um dos sobreviventes (não sendo ele mesmo) é bom em algo este ganha 1D6 bônus pra este tipo de rolagem.
Infecção: se um sobrevivente for atacado ele pode ser infectado ao invés de morrer e o mestre pode deixá-lo continuar vivo até que gaste um ponto de complicação para transformá-lo em zumbi. Isto gera duas situações interessantes: o mestre pode optar por fazer isso no momento mais ou menos oportuno e o jogador pode optar por continuar jogando como um zumbi. XD
4. Conclusão
Como foi uma one-shot, algumas regras e situações não puderam ser testadas, mas no geral Shotgun Diaries é diversão certa pra uma ou mais sessões de jogo pela sua simplicidade e ação incessante o que faz lembrar e muito o desenrolar de um filme de zumbi.
Filed under: Sem categoria
Olá meus caros, estou quebrando o silêncio aqui do blog após alguns dias/meses (?) para dar uma moral pra uma amiga escritora, a Gisele. Ela joga RPG comigo há um tempão e escreveu um livro muito legal com temática em fantasia medieval chamado “Amberblades e o Coração de Lua” (em breve postarei uma resenha sobre o mesmo assim que terminar a leitura).
Ela também está com um projeto bem legal de transformar este romance em um cenário de RPG (onde sou colaborador). Então esse post aqui é pra divulgar o livro e o link pro blog dela. Amberblades – Biblioteca dos povos
Quem quiser adquirir o livro pode comprar direto com ela.
Filed under: Sem categoria
Bom meus amigos,
decidi não escrever nada sobre minha mesa de Star Wars Saga Edition, assim como sobre o universo de Star Wars neste blog. Como a campanha está caminhando muito bem (já estamos na sétima sessão e indo – XD), decidi começar tudo novo.

Este blog vou deixar para minhas impressões, opiniões e demais assuntos relacionados ao RPG em geral, afinal o véio de guerra tem coisa pra falar.
Quem quiser seguir o blog ele chama-se “Usando a Força” e irá trazer, além de muita informação sobre a minha campanha, informações, resenhas e dicas sobre o universo expandido de Star Wars, tudo dentro de filmes, livros e jogos. O link é http://usandoaforca.wordpress.com.
Um abraço! Nos vemos lá!
E “Que a força esteja com vocês!”
Filed under: Bate-papo
Olá amigos rpgistas,
após algum tempo ausente destes campos de batalha, este veterano retorna com algumas novidades.
1) Consegui um grupo de RPG virtual e há mais de um ano estamos jogando uma campanha usando várias ferramentas (Fantasy Grounds, Maptools…). O grupo é centrado em D&D, sistema que sempre achei ruim por só ter conhecido o 1.0 da caixa preta com o dragão vermelho na capa. Mas após jogar com esse povo aprendi a curtir.
O grupo chama-se Bardos Online e estamos tentando agitar a comunidade rpgistica. (Interessados procurem por Bardos Online no google que vocês irão encontrar o Grupo no Yahoo…). Até eu já estou me aventurando a mestrar online. O que me leva à segunda novidade…
2) Estou com uma campanha de Star Wars Saga Edition rolando neste momento. Sempre curti muito o cenário de Star Wars, mas confesso que só conhecia o básico (filmes e desenhos). Tenho me maravilhado muito com o universo expandido. É tanta informação oficial ou não que a gente fica até meio perdido. Minha campanha se passa nos Dark Times (período entre o III e o IV). Começando um pouco antes do período coberto no game The Force Unleashed.
Quanto ao sistema, apesar de muitos não curtirem, achei fluido e muito semelhante ao D&D apesar de achar os Jedis bombados demais… Mas como sou mestre iniciante em SWSE prefiro não entrar muito nesse mérito.
Bom… voltarei brevemente com mais novidades…
Filed under: Sem categoria
O homem encapuzado acordou e viu um jovem guarda socorrendo o coronel Tiberius. Teleportou-se para fora do forte para não comprometer seu plano. A medida que se afastava pensava no acontecido. Como pudera ser tão confiante e facilmente derrubado por um reles soldado?!Mas aquilo não poderia abatê-lo. O plano deveria seguir seu curso. O fato de não ter conseguido capturar o coronel era apenas um desvio de rota. Ele havia pensado em várias opções caso algo desse errado, e mas essa não foi vislumbrada. Precisava pensar em um tipo de ação e rápido.
Buscou abrigo na escuridão da noite, não por temer os frágeis soldados, mas para pensar. Sentou-se no alto de uma montanha e esperou pela jogada de seus adversários, como em um jogo de xadrez.
Observou do alto toda a movimentação no forte desde a madrugada até o raiar do dia. Soldados andavam para lá e para cá como que atordoados por sua “invasão”. Viu quando alguns soldados reuniram-se em um destacamento e sairam às pressas pela estrada principal.
Ele sabia que aquele era o momento para agir. Era previsível que o coronel tentasse mandar algum aviso aos seus superiores sobre o repentino ataque. Esperou até o destacamento quase sumir no horizonte e saiu atrás deles. Sua rota era uma só… Dembolat. Precisava detê-los em algum ponto antes da cidade. Lembrou-se então do posto avançado no meio do caminho. Lá seria o local perfeito para um ataque.
O grupo chegou ao posto avançado no fim da tarde e foram recebidos pelos soldados que guardavam o local. Do alto, o homem encapuzado reconheceu o soldado que o havia nocauteado. Riu por dentro, feliz com aquele resultado. Teria sua vingança!!
O encapuzado esperou o anoitecer e sentou-se no meio da campina. Seus olhos tornaram-se opacos e sem vida à medida que ele proferia palavras de uma antiga magia. Um brilho suave percorria suas mãos e braços como uma serpente, que rodeu seu corpo e subiu no ar até que desapareceu . E veio um silêncio inquietante e anormal. Não se ouvia qualquer som, nem mesmo o barulho dos grilos. Então, uma enorme esfera negra formou-se no ar, próximo ao posto. Escura demais para ser vista na escuridão.
O “homem” levantou-se sem esperar o término de seu encantamento. Já o havia feito diversas vezes e seu resultado era sempre mortal. Alçou voo sem olhar para o posto ou para os soldados que ficaram para trás. Sua risada maléfica perdeu-se em meio aos gritos dos soldados que preencheu o silêncio da noite.
Precisava agora terminar o que havia começado. Voou de volta para a montanha próxima ao forte e lá começou seu ritual. Tirou de seu cinto um saco com um punhado de areia negra que derramou sobre o chão. Desenhou com os dedos alguns simbolos. Simbolos somente reconhecíveis por magos experientes, pois eram em uma língua perdida, de um povo sombrio e maligno, extinto a séculos que andava pelos caminhos demoníacos. Com um suave balançar das mãos sobre a areia, esta começou a se mexer, levantando-se até formar uma réplica miniaturizada do forte. Mais uma vez seus olhos tornaram-se opacos e sem vida à medida que repetia as palavras mágicas. Um brilho suave percorreu suas mãos e braços novamente seguidos do silêncio inquietante e anormal. E então veio a esfera negra, novamente, no ar, só que desta vez acima do forte.
Os soldados que estavam de guarda olharam horrorizados para aquela enorme esfera. Alguns corriam assustados enquanto outros ficaram parados sem reação. De repente a enorme bola se abriu e de seu interior veio a imagem do próprio inferno. Soldados corriam em agonia ardendo em chamas, apenas para terem suas vidas ceifadas por criaturas horripilantes nunca antes vistas neste mundo. As chamas alastravam-se pelo forte consumindo tudo.
De dentro do forte o coronel saiu tentando por alguma ordem em todo aquele caos, mas ninguém conseguia ouví-lo. Várias criaturas cercaram-no e ele sacou sua espada. Lutando ferrenhamente o velho homem da guerra conseguia segurar-se à sua força de vontade, mas à medida que seus homens sucumbiam, um a um, àquela enxurrada de monstros, viu sua esperança desfazer-se.
O encapuzado ficou admirado com aquele valoroso guerreiro, mas não podia deixá-lo atrapalhar seus planos. Com um novo movimento de mão, saiu da esfera uma criatura de fogo e lava, com enormes garras e presas.
A criatura olhou para o coronel Tiberius e soltou um grunhido. Os olhos do velho combatente se encheram de horror ao ver aquele pesadelo vivo. Reunindo suas forças, ele correu em direção à criatura desferindo um golpe certeiro com sua espada que enterrou na barriga do monstro. Um segundo de silêncio e a criatura soltou uma sonora gargalhada enquanto a espada derretia nas mãos de Tiberius que gritava em agonia. A criatura agarrou o velho homem que gritava ao ser queimado pelo seu toque incandescente. Até que a morte o tomou para si.
O encapuzado esticou a mão em direção à maquete do Forte e a esmagou com os punhos. No mesmo instante o forte foi caindo em pedaços, exatamente como sua miniatura.
Com os soldados mortos e o coronel Tiberius fora do caminho, o plano continuava seguindo seu curso. O “homem” olhou para trás mais uma vez e sorriu ao ver o Forte destruído.
Seu trabalho aqui estava concluído.
Filed under: Aventuras
As batidas no portão fizeram o soldado John assustar-se. “Quem diabos poderia ser aquela hora?!” Pensou ele, temeroso. Visitas no meio da madrugada não eram algo comum naquele fim de mundo. O Forte Brigg ficava exatamente na região sob contrução da muralha que pretende dividir o continente. Uma área extremamente perigosa por se tratar do único acesso livre ao território da Aliança. Ataques goblinóides eram extremamente comuns, mas visitas amistosas batendo à porta não.
John estava parado pensando no que fazer quando Otnar, seu parceiro da guarda e de turno disse:
- John! Ande logo! Você não escutou as batidas!
Mas uma voz rouca vinda de fora dos portões, cortou o silêncio da noite.
- Abram a porta! Eu sou Yatos, mensageiro do Duque Treadroy! Tenho uma carta a ser entregue ao Coronel Tiberius!
John abriu a portinhola e viu apenas um homem alto e encapuzado. “Como ele chegou até aqui sozinho! Andar sem uma escolta por toda essa distância e à noite é loucura! Tem alguma coisa estranha nisso!” Pensou ele!
-Andem logo! Me deixem entrar! A mensagem do duque não pode esperar!
Otnar perguntou ao homem:
- Você tem alguma prova de ser quem diz que é?!
O mensageiro colocou a mão em seu bolso e retirou uma carta com o brasão do duque.
Imediatamente Otnar abriu o portão e deixou o mensageiro chamado Yatos entrar.
- John! – disse Otnar. Acompanhe o senhor Yatos até a o salão principal que vou localizar o coronel Tiberius.
Apesar daquela carta, John sentia que alguma coisa não estava certa naquele homem. Uma sensação ruim deixava John inquieto. Desconfiado, olhou o homem atentamente de cima a baixo à procura de algo que o denunciasse, confirmando sua suspeita, mas não achou nada.
Não aguentando mais de curiosidade, John perguntou:
- Vi que o senhor chegou até aqui sozinho e no meio da madrugada! Como foi possível? O senhor não teve medo?
O homem olhou sinistramente para John, fazendo com que um arrepio percorresse sua espinha, e disse:
- Não devo satisfações a um reles soldado! Contenha-se a sua insignificância!
John engoliu em seco. Não podia responder ao homem, devia respeitá-lo se quisesse ter uma carreira junto ao exército. Apertou o passo pisando secamente no chão até chegar ao salão.
- Fique à vontade senhor! – disse ele sarcasticamente. O coronel estará aqui em poucos instantes.
Alguns poucos minutos depois, adentram no salão dois homens, Otnar e o coronel Tiberius.
- Diga homem! O que o traz ao Forte Brigg no meio da madrugada interrompendo uma das poucas noites de paz que temos em nossa fronteira?! – pergunta o coronel.
- Primeiramente coronel, desculpe-me por chegar no meio da madrugada, mas a mensagem que carrego é deveras importante! Mas precisamos ficar à sós! – Disse Yatos.
O coronel olha desconfiadamente para ele, mas pede aos soldados que o deixem.
O soldado John deixa a sala, mas a sensação de que alguma coisa está para acontecer não o deixa tranquilo. Ele resolve dar a volta e tentar ouvir a conversa pela janela. Sabe que estará arriscando muito fazendo isso, mas sua curiosidade o instiga.
Saindo do prédio principal, ele pergunta a Otnar:
-Você não achou tudo muito estranho? O homem, a forma como ele chegou e tudo o mais.
- É John, agora que você falou, achei sim. Mas não temos nada com isso. É assunto do coronel e do duque.
- Mas Otnar, e se esse homem não for quem ele diz? E se ele fizer alguma coisa contra o coronel?
- O coronel sabe se defender! Ele não chegou ao cargo onde está se escondendo!
- Você pode se esconder se quiser Otnar, mas eu vou averiguar essa história!
- John o que você vai fazer?! Você acabará expulso do exército!!!!
Dando de ombros, John deixa Otnar e vai sorrateiramente até as janelas do salão, procurando a melhor posição. Ele escuta então a voz do misterioso homem.
- E então coronel?! O que posso dizer, temos seu apoio?!
- Você não tem nada!!! O que você me pede é traição!! Lutei muito por este reinado e pela aliança!!! Eu deveria mandar matá-lo, por fazer tal oferta!!!
- Então coronel, não me resta outra alternativa! Se o senhor não nos apoia por bem nos apoiará por mal!
Dizendo isso, o homem tira de seu casaco um pequeno frasco, retira a tampa e aponta para o coronel balbuciando palavras ininteligíveis. Seus olhos ficam esbranquiçados e de dentro do frasco sai uma névoa cinzenta que vai aumentando de volume na direção do coronel.
- Que bruxaria é essa?! Vamos ver se sua magia é páreo para minha espada?! – Diz Tiberius sacando sua espada.
O coronel tenta, em vão, acertar a névoa, mas é cercado pela mesma. A estranha fumaça entra pela boca e nariz do coronel abafando sua voz
John aterrorizado pela cena, pula a janela com sua espada chegando por trás de Yatos que não percebe sua aproximação. Com um golpe certeiro, ele deixa o homem desacordado. Imediatamente a névoa desaparece e ele corre em auxílio ao coronel.
Neste momento chega Otnar seguido por alguns guardas.
- Coronel!! O senhor está bem?! Escutamos barulhos estranhos e viemos correndo!
- Estou! – diz Tiberius, ofegante. Mas se não fosse por este soldado, nem sei o que aconteceria! Seu auxílio foi imprescindivel! Qual seu nome?
- Me chamo John, senhor! Deixei o maldito feiticeiro enganador desacordado. O que faremos com ele quando ele acordar?
Onde está o homem, John?! – diz Otnar
Ao se voltarem em direção ao homem misterioso, percebem que ele já não está mais lá.
- Coronel! Mas ele estava aqui agora mesmo! Para onde será que ele foi?!
- Na certa ele fugiu, soldado! Mas temos assuntos mais importantes para nos preocupar! A carta que ele me trouxe era apenas uma distração. Um plano mais sinistro está em curso! Deixem-me a sós agora! Preciso de tempo para pensar no que fazer!
John sai da sala junto dos outros soldados, preocupado com as palavras do coronel. Algo estranho está acontecendo em meio a guerra. Algo mais sinistro e sombrio! E ele teme pelo pior.
Filed under: Bate-papo
Yuran chegou à pequena Theltion após seis meses viajando pela rota dos mercadores. Era sua segunda viagem fazendo entregas desde sua decisão em se tornar mercador. Com suas economias comprou um cavalo, uma pequena charrete e vários artigos desde temperos até poções, para que pudesse vender ou trocar em todo o reinado. Sua mãe tentara demovê-lo daquela idéia, dizendo o quão perigosos eram os caminhos com ladrões e bandoleiros, ainda mais agora que a guerra havia alcançado o interior da grande muralha. Mas ele era obstinado e queria mudar de vida, estava cansado de ser um pastor de ovelhas.
Como era noite e estava muito cansado, procurou a primeira estalagem onde pudesse descansar e tirar toda aquela sujeira que se acumulara. Foi para o quarto, banhou-se e, como não conseguia dormir, resolveu descer para o bar e beber um pouco. Duas canecas de Hidromel sempre traziam o sono.
Procurou uma mesa num canto, mas perto o suficiente dos outros clientes onde ele pudesse escutar o bate-papo e talvez alguma notícia sobre a guerra. Ele estava mais tranquilo agora que a batalha havia ficado para trás. Chegar a Theltion após quase morrer em um ataque de goblins no lado humano da grande muralha, provavelmente fugidos de alguma batalha no norte, fez com que ele se sentisse mais calmo.
Pediu uma caneca ao estalajadeiro e foi bebericando e olhando discretamente ao redor tentando procurar alguma conversa que valesse a pena. Um grupo de aldeões conversava sobre o velho Borak, cuja colheita havia sido perdida na última tempestade.
Outro grupo, que parecia ser de viajantes, conversava sobre a estranha cratera que encontraram na estrada ao sul. Toda a vegetação havia desaparecido em uma grande área sem sinal aparente. Não se via vida em lugar algum. Conversavam tambémsobre os estranhos relatos de criaturas infernais que aterrorizavam a população da cidade vizinha, Kambe.
Yuran interessou-se pelo fato e voltou toda sua atenção para o grupo, tentando ouvir mais. Porém uns rapazes de uma mesa vizinha começaram a cantar e a fazer barulho, impedindo-o de escutar a conversa.
Terminou de beber a primeira bebida e logo pediu a segunda. Como aquela cantoria não lhe permitia ouvir mais nada, percorreu o salão com os olhos absorto em seus pensamentos. Lembrou-se do ataque sofrido durante sua passagem pelas planícies brancas, e de como tinha sido burro ao afastar-se da estrada para passar perto do templo abandonado, que pensou tratar-se de um excelente refúgio. Os goblinóides haviam pensado a mesma coisa e quase o pegaram desprevenido, não fosse pelo calafrio que percorreu sua espinha. Yuran se perguntava se havia sido sorte ou a intervenção de alguma divindade que o tirou daquela enrascada.
Mal terminara a segunda caneca, e o sono veio, pesado como um ogro. Preparou-se para levantar, mas parou com o silêncio que se instalou no salão. Ele estava tão cansado que não havia notado o rapaz sujo de sangue que acabara de entrar. Todas as pessoas no bar olhavam sem entender o que havia acontecido com o jovem quase morto. O olhar sem vida do rapaz assustava Yuran. Quando a boca do rapaz se mexeu deixando escapar sua voz quase sussurrada dizendo repetidas vezes que “eles” haviam matado todo mundo, um novo calafrio percorreu a espinha do jovem mercador. Logo ele lembrou-se da sensação antes do ataque dos goblins.
Yuran sabia que aquilo só poderia significar uma coisa: encrenca! Mas ele nem teve tempo de esboçar qualquer reação, a parede ao seu lado veio abaixo soterrando-o…
Yuran acordou com o sol batendo em seu rosto. Ao seu redor só se viam escombros e restos ensanguentados dos que estavam na taverna. Apavorado, tentou se mexer mas viu que estava coberto por escombros da cintura para baixo. A dor em suas pernas era grande mas ele sentiu que não havia nada quebrado. Com um grande esforço, conseguiu se arrastar para fora de sua prisão e olhar o cenário devastado. Nunca em sua vida ele havia visto nada tão sinistro, nem mesmo quando passou perto dos campos de batalha.
A cidade encontrava-se completamente destruída, pedaços de corpos estavam por todos os lados com marcas de mordida, um fedor horroroso tomou conta do local e um silêncio sepulcral pairava.
Sem entender ou lembrar o que tinha acontecido, só uma única certeza vinha à mente do rapaz. Ele tinha que sair dali, e rápido. Ele precisava avisar as forças humanas de que uma grande e nova ameaça pairava sobre eles.
O pesadelo havia realmente começado!!!!
Filed under: Bate-papo
Boa noite amigos rpgistas,
Como já comentei em outro post, estou há muito tempo sem jogar RPG, e a vontade já é enorme. Já tentei contactar meu antigo grupo, mas todos estão distantes, alguns devido a mudanças recentes não possuem nem mesmo internet em casa. Formar um novo grupo em minha cidade está bastante difícil , pois a vida adulta nos deixa muito pouco tempo livre e é quase impossível conciliar horários e locais de encontro.

Tendo em vista estes problemas, decidi partir para o mundo virtual. Estou em busca de um grupo de jogo para Fantasy Grounds II. Não pretendo mestrar ainda, pois não conheço a ferramenta a fundo. Horários para as sessões podem ser discutidos. Quem quiser fazer contato me adicione no MSN (marcelofreire1979@hotmail.com).
e RPG na veia!!!
Filed under: Bate-papo
Boa noite amigos rpgistas,
hoje tive um acalorado debate com um colega rpgista através do iRPG chat. (Confesso que nunca fui fã dos programas de mesa virtual, mas devido a dificuldade de horário e para encontrar rpgistas aqui na minha cidade, tive que me render a tais softwares) Começamos conversando sobre os personagens que criamos para o jogo, e fazendo observações sobre as características de cada ficha. Foi uma conversa inicialmente acanhada pois havia menos de 24 horas que tinhamos nos conhecido, fazendo personagens.

Em determinado momento, pedi que ele analisasse meu personagem pois seria a última chance de fazer qualquer modificação antes da sessão de jogo. Após alguns minutos, ele trouxe algumas sugestões. Umas concordei e outras não. Ao argumentar o porque da sugestão das mudanças que não gostei, a resposta foi simples: “Porque vamos precisar disso no jogo.”
Foi neste momento que o debate começou. Tendo em vista que sou RPGista há mais de 19 anos e aprendi a jogar interpretando meu personagem baseado no histórico criado para ele (óbvio que não me prendo a isto, pois acredito que o personagem está sempre em desenvolvimento, mudando) sem pegar perícias, habilidades, características que não fossem condizentes com meu “background”, não pude fazer outra coisa além de discordar.

Quando o rapaz me disse que gostava de fazer personagens para ganhar, tive certeza… esse gosta de personagens “overpower”. Coloquei minha opinião sobre a importância do histórico e ele respondeu que o histórico era a última coisa que fazia. Perguntei então quando ele tinha começado a jogar RPG. Não que isso tenha relevância, pois estilo de jogo não depende de idade, mas em minha experiência encontrei mais jogadores novatos com essas características do que veteranos. Sua resposta foi: “Uns 4 ou 5 anos.” Daí pude entender suas respostas e seu estilo de jogo.

Conversando mais um pouco, e não conseguindo fazer com que ele entendesse meu ponto de vista (a intenção não era fazê-lo concordar somente perceber que podem existir opiniões diferentes das dele), percebi que ele tinha pouquíssima experiência com RPG de mesa. Sua maior vivência como RPGista foi nas mesas virtuais. Terminamos a conversa com minha intenção de criar uma sala no iRPG para que eu pudesse “mestrar” e dar a ele a chance de criar um personagem com história.
Sei que existem diversos estilos de jogo (hack & slash, interpretativo…) e não quero criticar nenhum deles. Mas penso que o principal objetivo e significado de “Role Playing Game” ou Jogo de Interpretação de Papéis, seja o de interpretar um personagem. Qualquer personagem possui uma descrição, seja em livros, revistas, filmes, seriados e, até mesmo, novelas. Descrição não só física, mas também um histórico, um conjunto particular de características que definem quem ele é. Não é porque ele tem uma história que não pode mudar ou se adaptar. É por isso que existem os pontos de experiência, para que o personagem possa evoluir. Você pode muito bem fazer o pilhar e matar, mas construindo um personagem digno de representação com uma história que mostre quem ele é e porque se tornou assim.
Não sei se este dicurso é baseado em meu gosto pelo “roleplay” (não, não jogo live action – nada contra, mas não é minha praia) mas acredito nisto. O RPG não é definido por um conjunto de regras, mas sim pela diversão que ele pode proporcionar. Minha intenção aqui é ampliar um pouco o universo e repassar essa discussão aos colegas jogadores.
Opinem!!! E RPG na veia!!!





